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Imóveis em Portugal: uma bolha imobiliária está sendo criada?

O mercado imobiliário em Portugal tem se mostrado muito dinâmico nos grandes centros. Porto e Lisboa (principalmente) têm sofrido transformações visíveis nos diversos sectores que a indústria do turismo promove. Algumas boas e outras, nem tanto.

O jornal semanal Expresso, (http://expresso.sapo.pt/economia/2016-05-08-Imobiliarias-estimam-subida-de-40-nas-rendas-em-Lisboa) no dia 7 de Maio de 2016, traz uma boa reportagem sobre este processo que se verifica em Lisboa. Prevê-se que imóveis habitacionais tenham valores de aluguel (arrendamento) aumentados em 40%, grande parte por conta do aluguel de curta temporada. Fala-se em Bolha Imobiliária em Lisboa.

Plataformas eletrônicas de arrendamento (aluguel) de imóveis para turistas (Airbnb, booking.com) têm provocado aumento nos preços de arrendamentos de casas e apartamentos no Porto e Lisboa assim como em outras capitais e cidades turísticas europeias.

Alguns países, como Espanha e Alemanha têm alterado as suas legislações para evitar ou inibir a actuação destas plataformas em seus países. O mesmo jornal publica que na Alemanha, o governo acaba de por em execução uma lei que pode multar em até 100.000 euros quem arrendar apartamentos pelo Airbnb. Cerca de 85% dos alemães moradores em Berlin são arrendatários e o crescimento repentino de valor de aluguel tem “expulsado” estes moradores de seus pontos turísticos. O Airbnb se defende, alegando que grande parte dos moradores, arrendam parte da casa, conseguindo algum capital para pagar suas contas.

Já se ouve compararem a luta destas plataformas de aluguel eletrónico com as lutas de  “taxistas x UBER” pelo mundo. Alguns defendem adaptação a esta nova realidade, com novas legislações para arrendamento e pagamento de impostos corrigidos para que a disparidade não seja tão brutal.

Neste momento de transição, ainda liberada a actuação desta forma de aluguel (que ainda foge ao controle do estado e das finanças) o que se verifica é esta corrida para imóveis  com potencial turístico (em Lisboa, os Bairros de Lapa, Baixa, Alfama, Príncipe Real praticamente só vivem turistas). Agregada a esta transformação, vêm o comércio de marcas internacionais comprando extensas áreas lisboetas e agora começa a haver mobilização para evitar alteração de sítios típicos lisboetas (a região do Chiado é um exemplo, com a tentativa de alteração de arquitectura de alguns prédios emblemáticos). Comprar um imóvel com preços inflacionados por esta transição, e que brevemente pode ser definida nova legislação como a do governo alemão, pode (da noite para o dia) provocar perdas no investimento.

Portanto, quando nos procuram para conselhos neste ambiente, reforçamos que imóveis fora dos grandes centros turísticos não reflectem quaisquer alterações. Os preços são bem realistas.

Nos grandes centros como Lisboa, há um crescente especulação em locais limítrofes aos interesses turísticos. Concomitantemente, alguns empreiteiros visando grandes lucros, compraram imóveis em regiões da cidade degradadas, fazendo muitas vezes reformas de “maquiagem” e vendem com grandes lucros aos estrangeiros. Há que se ter muito cuidado para verificar obras feitas apenas no imóvel,  sem obras nas partes comuns do edifício que trarão dissabores brevemente.

A “bolha imobiliária” portanto é fruto de conjugação de diversos factores que aumentaram a procura por imóveis. O governo português tem se mostrado rápido e criativo nas decisões e em  procurar soluções que promovam crescimento e atraiam capital estrangeiro. Assim foi como as legislações sobre o Golden Visa,  esperamos em breve serem as alterações da legislação de arrendamento.

Objectivamos com este artigo, ter ampliado o esclarecimento de nossos seguidores que pretendem investir em imóveis em Portugal.

 

 

 

 

 

 



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